Pas d'autre Amour.

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Archive for março 2014

aconteceu o que aconteceu

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Eu sempre tive uma coisa implantada na minha cabeça que eu cumpro com muita dedicação: vou até o fim com qualquer parada, mesmo que para mim o fim seja o começo ou o meio. E sim, me dou desculpas desse tipo para justificar que tudo que eu faço é buscando fazer o bem, ser correta comigo mesma, e pra isso, meu irmão, a gente precisa ser malandra com a gente mesmo e abrir concessões. 

O barato de sermos sozinhos no mundo é a possibilidade de darmos os nossos próprios limites e escolher se você quer chegar neles ou não. Em todo relacionamento amoroso que eu tive eu pensei: vou me dedicar com toda a força que eu posso, ser a melhor menina do mundo, porque se essa parada acabar, eu quero é estar com o meu coração tranquilo e repetindo o mantra: fiz o meu melhor, fiz o meu melhor, fiz o meu melhor oooooonnnn.

E daí, quando você é honesta consigo mesmo, não tem ser humano que queira te convencer do contrário ou fazer chantagem emocional. Meus ex-namorados que o digam. Meus pais que o digam!

Uma vez, eu namorei uma pessoa (muito querida!) que na primeira vez em que nos beijamos eu disse: Só vai durar enquanto os dois forem felizes, ok?Depois de uma longa jornada de um amor que parecia ser para sempre, eu não estava mais feliz. Ele, bem mal com a situação, não passou por cima do respeito que construímos e nem da primeira conversa que tivemos. Ele, que olhou nos meus olhos quando eu disse aquilo, não tinha como me colocar limites e me deixou ir …

Acho que é uma lição preciosa que eu vou levar pra vida toda e que é possível aplicar na vida profissional: vá embora com as portas e janelas escancaradas! Fale sinceramente o porquê você está indo embora e se possível, não deixe chegar no seu limite para não magoar ninguém – principalmente você mesmo!

Hoje eu pedi demissão e só ouvi coisas maravilhosas: eles sabem o que eu quero. Me respeitam, me deixaram ir …

Aqui, marco uma divisão do que era e do que vai ser.

No meio, uma Maria se sente leve

e perdida.

 

 

 

 

 

Written by maryloverra

março 28, 2014 at 10:01 pm

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o dia

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Ontem, no dia 19 de março de 2014, foi um dia ensolarado na capital paulista. Se choveu lá fora, eu não ouvi, não senti. E, é claro, não me molhei.

Não sei como aconteceu, mas uma fichinha colorida rasgou o teto de contreto do prédio em que eu estava, bateu na minha cabeça com força e me fez abrir os olhos com espanto e gratidão: eu entendi! Lá do céu, deu pra ouvir: ” – Aleluia, menina! Cê tava vacilando enquanto eu soprava no teu ouvido e cutucava teu coração. Muitas vezes, fiz você achar até que era uma dor física. Revolta, preguiça, siricutivos sem fim. Precisei usar o velho truque do cair da ficha. Clássiqueira! Funcionou!.”
Eu resolvi que vou deixar o meu emprego. Não só ele: toda a sua rotina confortável e previsivél. E boa!
Sair de algo bom não é fácil. E essa foi a minha história: trabalho num emprego bom, com experiências ótimas e um bom salário. E o desafio foi enxergar que o BOM não deve ser melhor que o MUITO BOM – e é pra lá que eu quero ir! Sou tão pequena, não posso ficar bloqueada. Decidi que vou sair por aí e experimentar! Não tenho ideia o que vou achar: não troquei por outra empresa nem por um projeto concreto (mesmo que milhares pipoquem na minha cabeça). E agora, o que vai acontecer?

Written by maryloverra

março 20, 2014 at 7:24 pm

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